sábado, 4/9/2010
Empresa
Produtos
Formulários
Mídia Direta
Prova Digital
FAQ
Dicas
News
Novidades Fiscais
Download
Agenda
Link's
Cadastro
Orçamento
Fale Conosco

Febre do Skype avança no país

Febre do Skype avança no país

Imagine uma empresa com 42 milhões de clientes em todos os continentes e que adiciona diariamente 130 mil novos membros a esta base. Agora imagine fazer isso tendo apenas 140 funcionários e menos de dois anos de existência. Parece inverossímil, mas esse empreendimento existe e atende pelo nome de Skype. Trata-se da empresa fornecedora do software homônimo que, baixado gratuitamente na web e instalado no computador pessoal, permite fazer ligações telefônicas - inclusive internacionais - pela internet pagando apenas o custo da conexão.

O produto virou uma febre mundial e o co-fundador e principal executivo do Skype, o sueco Niklas Zennström, foi alçado à condição de mais nova estrela do mundo tecnológico. Com 2 milhões de usuários e uma taxa de adesão próxima a 7 mil novos clientes todos os dias, o Brasil assumiu um papel importante na breve história de sucesso da empresa. O país já conquistou a quarta maior base de usuário do Skype em todo o mundo - atrás apenas dos Estados Unidos, Taiwan e Polônia.

"É um mercado muito importante para nós e com enorme potencial de crescimento", disse Zennström em entrevista ao Valor usando o Skype para falar, de Londres, com uma linha convencional em São Paulo. A América Latina como um todo detém cerca de 9% da base global de clientes.

Considerando que o Brasil possui baixo índice de uso de computadores e de acesso à internet e um mercado de conexão em banda larga - fundamental para a qualidade da ligação com o Skype - ainda mais restrito, o que explica o sucesso do software no mercado local? "Provavelmente o custo da tarifa telefônica deve ser muito elevado. Em um país com problemas econômicos, conseguir uma ligação gratuita ou de baixo custo tem um apelo forte", afirmou.

Se o sistema que permite conversar praticamente de graça com alguém do outro lado do planeta seduz os brasileiros, é o baixo custo de operar a companhia que encanta os investidores de todo o mundo. Os usuários tomam conhecimento do Skype por indicação de amigos e, a partir daí, entram espontaneamente no site e baixam o produto.

"Não temos custo de aquisição de cliente e nem investimos em marketing. Também não administramos uma rede de telefonia e portanto não gastamos com infra-estrutura. Apenas fazemos um software inteligente que se vale das redes mantidas pelas operadoras para atender a milhões de pessoas ao redor do mundo", disse Zennström. "Utilizamos equipes muito pequenas. Nos Estados Unidos temos somente quatro pessoas; no Japão, três. Operamos com um custo muito baixo."

Conter as despesas não é uma preocupação, mas aumentar as receitas é o grande desafio do Skype. O modelo de negócios baseia-se na oferta de serviços pagos. O grosso da base de usuários utiliza o sistema gratuito, que permite a um computador com o software instalado conversar via internet com outra máquina que também possui o programa. Dos 42 milhões de usuários, a companhia contabiliza 1,5 milhão de assinantes de serviços pagos, o que inclui o sistema que permite usar o Skype para falar com uma linha fixa ou celular.

O mais recente exemplo de produto pago é o Voicemail, por meio do qual é possível deixar um número ilimitado de recados para qualquer usuário de Skype que não esteja presente ou que tenha se desconectado da internet. O custo da assinatura é de US$ 7 por três meses ou US$ 19 por um ano. "Vamos ampliar cada vez mais a oferta de serviços pagos", disse Zennström, pouco antes de a ligação, que em certos momentos ficou entrecortada, cair, evidenciando que o produto ainda precisa de alguns aperfeiçoamentos.

Ricardo Cesar De São Paulo

Valor Online

 

 



Inclusão: 20/6/2005